Tenho alguns amigos que se auto-intitulam ateus ou agnósticos, eu os respeito e os amo, mas, ao mesmo tempo sinto muito por eles. Não consigo imaginar minha vida sem fé e, se hoje estou aqui escrevendo estas palavras é porque com certeza Deus tem me dado força. Eu realmente creio nisso. Em momentos difíceis, quando tudo parece desabar ao nosso redor e nada mais faz sentido algum, crer que Deus poderá mudar sua história é um verdadeiro bálsamo para alma. Para mim Deus não é uma muleta, uma válvula de escape, Ele está sempre presente em minha vida nas mais variadas formas, através da minha família, dos meus amigos e até através do meu cãozinho Johnny.
Quando voltamos da maternidade com os braços vazios, sem nossa princesa Sofia, Johnny se mostrou solidariamente triste conosco, era visível sua frustração, como explicar tal coisa? Ele tentava a todo custo nos consolar lambendo nossas pernas e se aconchegando em nossos colos. Ele sempre esteve conosco nos momentos alegres e lá estava ele no momento mais difícil de nossas vidas. Costumo dizer que ele é o nosso anjo de 4 patas.
Deus tem se manifestado também através dos nossos amigos, ah os amigos! Agradeço a Deus todos os dias por Ele ter colocado pessoas tão maravilhosas em nossas vidas. Cada um tem sido usada para nos passar palavras de conforto, é muito bom se sentir amado, principalmente nestas horas. E o mais impressionante é que estou conhecendo pessoas maravilhosas e de muita fé assim como eu e que também passaram pelo que eu passei. Um dia, em um momento de muita tristeza, eu estava aqui em casa, perguntando se Deus realmente estava olhando por mim, se Ele realmente me amava, pois eu estava me sentindo completamente abandonada. Enquanto eu ainda estava chorando compulsoriamente, uma moça me ligou, ela ficou sabendo o que aconteceu comigo por um primo que é nosso conhecido e mesmo sem me conhecer se prontificou a ligar e conversar comigo. Ela perdeu um bebê ainda em sua barriga com 9 meses de gestação há 6 anos e hoje tem 2 filhos lindos (a adicionei no face). Ela contou sua experiência e como Deus a tinha amparado neste momento de extrema dor. E do nada me falou: Kellen, Deus te ama muito, você pensa que Ele não chora junto com você? Tenha fé pois Ele fará de você uma pessoa vitoriosa. Neste momento senti que Deus tinha mandado esta mulher me ligar para responder minhas perguntas. Ele não tinha me abandonado e estava enviando pessoas para falarem comigo e acalmar meu coração.
Eu e meu marido já éramos muto unidos, mas diante de tanta tristeza ficamos ainda mais próximos, tenho certeza que meu anjinho com sua breve estadia conosco conseguiu unir seus pais com muito amor. Nosso amor se tornou mais forte, ainda mais inabalável. Estamos enfrentando a pior dor que o ser humano pode enfrentar, que é a perda de um filho. Isto só aumentou meu amor, pois sinto-me como a pessoa mais amada deste mundo, agora mais do que nunca tenho certeza que nossos laços são eternos: na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza... é para sempre mesmo. Te amo demais meu bem.
O que eu quero dizer é que Deus usa pessoas para falar aos nossos corações, para nos fortalecer e nos confortar. Ele fala das mais variadas formas conosco, por isso precisamos nos abrir para ouvir o que Ele tem a nos dizer. Deus sempre quer o melhor para nós, não podemos nunca nos esquecer disso, por mais que as vezes nossa fé se abale.
Eu não acredito na existência de botões,
alavancas,
recursos afins,
que façam as dores mais abissais desaparecerem,
nos tempos mais devastadores, por pura mágica.
Mas eu acredito na fé,
na vontade essencial de transformação,
no gesto aliado à vontade, e, especialmente,
no amor que recebemos, nas temporadas difíceis,
de quem não desiste da gente.
Ana Jácomo
Apesar das desilusões, das perdas e dos desafios que nos são apresentados, nunca perderemos a fé Naquele que é o dono das nossas vidas.
PS EU TE AMO
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Quero confiar que tudo irá ficar bem
A cada dia que passa sinto mais a tua falta, todos dizem que com o tempo as coisas ficarão melhor. Eu quero acreditar nisso, mas como está difícil!
Ensina-me Senhor a confiar e descansar em Ti. Eu te amo e sei que sempre estás comigo.
Fernandinho - Todas as coisas
Eu Sei que sempre estas comigo Senhor
Também sei que nada acontece
Sem a tua vontade
Mas preciso aprender a confiar em Ti
Mas preciso aprender a descansar em Ti
Tu És meu Senhor
Todas as coisas cooperam para o bem
Daqueles que te amam
Ensina-me Senhor a confiar e descansar em Ti. Eu te amo e sei que sempre estás comigo.
Eu Sei que sempre estas comigo Senhor
Também sei que nada acontece
Sem a tua vontade
Mas preciso aprender a confiar em Ti
Mas preciso aprender a descansar em Ti
Tu És meu Senhor
Todas as coisas cooperam para o bem
Daqueles que te amam
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Hora de seguir em frente
Hoje depois de 44 dias que minha Sofia voltou para Deus, eu percebo o quanto minha vida parou no tempo. Por mais que eu tente, não consigo parar de reviver aqueles tristes momentos em minha mente. Mas sei que preciso seguir em frente, não posso simplesmente me entregar à angústia. O mundo não para, a vida não para e eu devo prosseguir mesmo que ferida, a caminhada é longa e muita coisa ainda está por vir, Deus tem o melhor para mim eu creio, mas depende somente de mim querer esta mudança.
Por mais doloroso que tenha sido estas últimas semanas, por mais eu tenha querido morrer, me desconectar do mundo, não posso esquecer do marido maravilhoso que eu tenho, da minha família e dos amigos também. Deus tem cuidado de mim através destas pessoas, sinto-me encorajada a seguir em frente por Ele e por estas pessoas tão amadas e queridas.
Sofia estará sempre em meus pensamentos e em meu coração. Serei eternamente mãe de um anjo que só trouxe coisas boas à minha vida, durante 9 meses fui a pessoa mais feliz e grata do mundo. O fato dela não estar aqui comigo agora não diminui em nada o meu amor. Mas vou olhar para frente a partir de hoje. Não irei mais perguntar o por quê disso tudo e sim para quê? Minha princesa está muito bem cuidada nos braços do Pai, e se hoje ela existe na eternidade foi por que eu a gerei, isso me conforta e me traz paz. Creio que outros filhos virão e logo preencherão este colo que ela deixou vazio, mas Sofia será sempre a minha primeira filha, aquela que me fez mãe.
Meu Deus, abençoe meus projetos para o futuro nesse momento, quero colocar o senhor em primeiro lugar na minha vida, que seja feita a Sua vontade sempre e não a minha. Peço que o Senhor possa continuar confortando o meu coração como já tens feito e que olhe para esta sua filha e conceda-me a chance de ser mãe novamente. Que desta vez eu possa cuidar do(a) meu(a), educá-lo, dar todo o meu carinho e amor, e, finalmente que eu possa vê-lo crescer em estatura, sabedoria e graça. Em nome de Jesus,
Amém.
sábado, 22 de junho de 2013
Submundo das mães de anjos
´A dor é suportável quando conseguimos
acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos
que ela não existe.´
Allá Bozarth-Campbell
Para quem não sabe "mãe de anjo" é o nome dado à mulher que perdeu um filho seja ainda no útero, no parto, logo ao nascer ou quando ainda é criança. É uma das perdas mais difíceis de serem superadas, a mulher se sente impotente por não poder ter evitado a morte de um ente tão amado e desejado. Esta situação gera a necessidade em grande maioria dessas mulheres em querer desabafar com pessoas próximas sobre o acontecido e na maioria das vezes são incentivadas por estas mesmas pessoas a "esquecerem" o que aconteceu. Expressões como "bola pra frente" e "vire a página" são muito comuns. No entanto o que estas mulheres menos desejam é esquecer pelo que passaram. Algumas nem com os próprios companheiros podem se abrir.
A sociedade ocidental moderna tem uma grande dificuldade em lidar com a morte e suas consequências para aqueles que ficam. Muitas vezes o enlutado é desencorajado a sentir sua dor e chorar pois tais atitudes remetem á fraqueza quando na verdade são mecanismos para se vencer o sofrimento. Como não esgotar toda a vontade de chorar e sofrer a morte de um filho?
É preciso destacar a importância dos familiares e amigos, entender que estas mulheres têm a necessidade em falar de seus filhos que, embora tenham morrido, as lembranças continuam muito vivas. O assunto não deve se tornar um tabu, pois falar, chorar, lembrar do que aconteceu, tudo isso faz parte do luto. Este luto deve ser vivido. "Cada pessoa fica enlutada de sua maneira, não existindo, portanto, maneiras melhores ou piores, nem a imposição de uma seqüência rígida, que normatiza o processo. O luto é uma experiência pessoal e única, para cada pessoa." Mesmo bem intencionados estes familiares e amigos incentivam que a mulher abafe seu choro, sufocando assim seus sentimentos. Cada etapa do luto deve ser vivida e vivida intensamente, do contrário, pode haver uma regressão do processo. Não há um tempo específico de duração do luto, na verdade esta preocupação está mais ligada à cobrança da sociedade para que a mãe de anjo volte logo à sua antiga vida. Outras frases comumente usadas sem intenção de ofender por quem deseja confortar uma mãe de anjo são: "Logo você terá outros filhos" ou: "Ainda bem que você tem outro(s) filho(s). Quem passa por esta grande perda, mesmo que tenha outros filhos ou acredita que terá outros, não deixa de sofrer por aquele que morreu. É um erro muito grande tentar dissuadi-la dessa tristeza, pois cada filho é único e insubstituível.
O papel do companheiro é um dos mais importantes dentro deste processo pois ele também passou pelo trauma de se perder um filho. Muitos não deixam transparecer seu sofrimento à mulher para não torná-la ainda mais triste. Na realidade é importante para esta mulher saber que o pai de seu filho também sofre pela perda e que ambos podem se consolar. Ao homem não é negado o direito de chorar a morte de um filho, ao fazê-lo ele poderá extravasar sua angústia e frustrações e será mais fácil vencer o luto e ajudar a mulher. Muitos não aceitam tocar no assunto e isso frustra a mulher que por sua vez sente a necessidade de falar, gerando um desgaste no relacionamento, podendo chegar a um divórcio. Segundo uma pesquisa intitulada "quando uma criança morre" realizada pela organização americana The Compassionate Friends em 1999 cerca de 12% dos casais que perderam um filho haviam se divorciado e na maioria das vezes dentro dos 6 meses após a perda.
Quando a mulher não consegue encontrar apoio com seu companheiro, com seus familiares e dentro do seu círculo de amizade, na maioria das vezes a internet torna-se a melhor amiga, uma válvula de escape. Na rede é possível encontrar blogs, fóruns e sites dedicados à interação destas mães de braços vazios. Nestes espaços virtuais elas podem desabafar, contar suas experiências de dor e também de superação. Elas se sentem compreendidas e aceitas, não precisam suprimir seus sentimentos. Em muitos desses espaços é possível acompanhar a evolução do processo de perda, luto e por fim a superação que geralmente vem com uma nova gestação. Isso gera uma sensação de esperança para as demais mulheres que ainda estão em fases menos avançadas deste processo.
Agradeço imensamente ao meu esposo que tem vivido este luto comigo, ficamos ainda mais unidos depois que perdemos nossa filha. À minha família e amigos que não poupam seus ouvido e me deixam desabafar a vontade com eles. E principalmente a Deus que tem colocado pessoas maravilhosas em nosso caminho para nos confortar.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Sofia minha Joia mais preciosa.
Jóias devolvidas ao dono.
A História do Rabino
Uma antiga lenda árabe diz que um rabino chamado Samuel, religioso dedicado vivia muito feliz e em paz com sua família. Ele era casado com Sara, mulher consagrada e tinham dois filhos muito amados José e Benjamin.
Numa certa época, por compromissos de sua religião o rabino teve que fazer uma longa viagem ausentando-se do lar por vários dias. Quando estava viajando aconteceu um grava acidente que ocasionou a morte dos dois filhos amados. A esposa e mãe Sara, sentiu o coração dilacerado pela dor. NO entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e confiança em Deus, suportou a dor com bravura, todavia, uma preocupação lhe vinha a mente: _Como vou dizer ao meu marido esta triste notícia?
O rabino Samuel tinha problemas cardíacos e sua esposa sabia que ele não poderia sofrer fortes emoções. Lembrou-se de fazer uma oração ao Altíssimo. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabino retornou ao lar, abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos José e Benjamin. Ela pediu para que não se preocupasse, que tomasse o seu banho e logo lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados a mesa, ela perguntou sobre a viagem e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada respondeu ao marido: _Deixe os filhos, primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave e aflige minha alma.
Samuel, o marido, já um pouco preocupado pergunto: _O que aconteceu Sara? Notei você tão abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
_Meu querido Samuel, enquanto você esteve ausente, um grande amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse! Não estou querendo devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. Eu amo demais estas duas jóias. O que você me diz Samuel?
_Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Porque isso agora?
_É porque nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
_Sara, podem até ser maravilhosas, mas não são suas, não lhe pertencem! Se este amigo esta pedindo de volta, terá que devolvê-las.
_Mas Samuel, eu não consigo aceitar a ideia de perde-las!
E Samuela respondeu com firmeza: _Ninguém perde algo que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei, faremos isso juntos e hoje mesmo!
_Pois bem meu querido, seja feita sua vontade. O tesouro já será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos e Deus os confiou a nossa guarda, mas durante sua viagem veio busca-los. Eles se foram...
O rabino entendeu imediatamente a mensagem. Abraçou a esposa e juntos derramaram muitas lágrimas de gratidão e também diante da dor da separação.
A História do Rabino
Uma antiga lenda árabe diz que um rabino chamado Samuel, religioso dedicado vivia muito feliz e em paz com sua família. Ele era casado com Sara, mulher consagrada e tinham dois filhos muito amados José e Benjamin.
Numa certa época, por compromissos de sua religião o rabino teve que fazer uma longa viagem ausentando-se do lar por vários dias. Quando estava viajando aconteceu um grava acidente que ocasionou a morte dos dois filhos amados. A esposa e mãe Sara, sentiu o coração dilacerado pela dor. NO entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e confiança em Deus, suportou a dor com bravura, todavia, uma preocupação lhe vinha a mente: _Como vou dizer ao meu marido esta triste notícia?
O rabino Samuel tinha problemas cardíacos e sua esposa sabia que ele não poderia sofrer fortes emoções. Lembrou-se de fazer uma oração ao Altíssimo. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabino retornou ao lar, abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos José e Benjamin. Ela pediu para que não se preocupasse, que tomasse o seu banho e logo lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados a mesa, ela perguntou sobre a viagem e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada respondeu ao marido: _Deixe os filhos, primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave e aflige minha alma.
Samuel, o marido, já um pouco preocupado pergunto: _O que aconteceu Sara? Notei você tão abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
_Meu querido Samuel, enquanto você esteve ausente, um grande amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse! Não estou querendo devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. Eu amo demais estas duas jóias. O que você me diz Samuel?
_Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Porque isso agora?
_É porque nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
_Sara, podem até ser maravilhosas, mas não são suas, não lhe pertencem! Se este amigo esta pedindo de volta, terá que devolvê-las.
_Mas Samuel, eu não consigo aceitar a ideia de perde-las!
E Samuela respondeu com firmeza: _Ninguém perde algo que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei, faremos isso juntos e hoje mesmo!
_Pois bem meu querido, seja feita sua vontade. O tesouro já será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos e Deus os confiou a nossa guarda, mas durante sua viagem veio busca-los. Eles se foram...
O rabino entendeu imediatamente a mensagem. Abraçou a esposa e juntos derramaram muitas lágrimas de gratidão e também diante da dor da separação.
Senhor, sei que levaste a minha jóia mais preciosa Sofia para perto de Ti, não para me castigar ou me punir, sei que ela está muito melhor contigo do que aqui comigo, por isso te peço que conforte meu coração pois a falta dela é que me torna tão triste. Senhor dei-me a serenidade e a paz que tanto preciso neste momento. Agradeço por ter me dado um marido maravilhoso que tem cuidado tão bem de mim mesmo estando sofrendo tanto quanto eu. Eu neste momento descansarei em ti, entregarei o meu caminho em suas mãos e que seja feita a sua vontade e não a minha. Abençoe a minha vida, a do meu marido e o nosso casamento. Entrego tudo em tuas mãos. Amém
quinta-feira, 20 de junho de 2013
O dia em que pensei que seria mãe de um bebê mas ganhei um anjo chamado Sofia
Este Blog foi criado para relatar as novidades da minha gravidez mas como eu nunca conseguia postar nada eu acreditei que estaria neste momento escrevendo sobre a alegria de ser mãe, sobre as dificuldades em amamentar e nas noites mal dormidas. Bem infelizmente não é sobre isso que escreverei. Meu coração ainda sangra mesmo depois de 40 dias.
Vou completar 7 anos de casada agora dia 01 de julho, mas de relacionamento já temos quase 13 anos. Começamos a namorar ainda adolescentes e sempre nutrimos o sonho de constituir uma linda família com muito amor e dedicação. Em agosto de 2012 decidimos que iríamos começar as tentativas, pois pensávamos que ainda iria demorar para acontecer, faríamos uma viagem à Europa em outubro e a ideia era engravidar por lá. Em agosto mesmo marquei uma consulta com uma GO, indicação de uma amiga e disse que queria fazer exames para já começar os treinos. Ela me examinou me passou uma bateria de exames entre eles uma ultrassom endovaginal.Qual não foi nossa surpresa quando em setembro descobrimos que já estávamos grávidos, foi aquela felicidade, ambas famílias comemoraram muito esta notícia. Na endovaginal que a própria GO fez, ainda não foi detectado a "possível" gravidez, então ela me passou o pedido para o Beta HCG pois eu só tinha feito o teste de farmácia .Fiz o exame e estava lá, mais que claro, eu estava sim gravida e na primeira tentativa, era uma benção, um presente de Deus. Começamos a fazer planos, meu marido ainda estava meio perdido, não estava tão envolvido quanto eu. Descobri a gravidez no dia 13 de setembro de 2012 e no dia 15 nos mudamos para o nosso tão sonhado apartamento. No dia 29 foi a formatura do meu marido e finalmente no principio de outubro fizemos a nossa linda viagem para Paris e Londres. Eu estava enjoando muito, mas isso não tirou o brilho do momento mágico que estávamos vivendo. 2012 foi o melhor ano de nossas vidas.Voltando da viagem com todas as coisas que haviamos comprado para nossa filha que ainda não sabíamos o sexo por isso compramos tudo unisex, já imaginávamos nossa família que estava começando com aquele serzinho que se desenvolvia dentro de mim. Em dezembro descobrimos que eu estava esperando uma princesa, já sabíamos o nome Sofia. O nome que sempre sonhei dar à minha futura filha. Todo o pré-natal foi perfeito, eu fazia hidroginástica e pilates e ainda caminhava quando dava. Às 24 semanas mudei de GO pois a minha não me passava segurança, comecei com um GO super conceituado e tudo corria maravilhosamente bem. Fiz meu chá de bebê com 30 semanas, Fiz álbum com o marido, estava radiante, todos só sabiam me elogiar pois eu me sentia realmente bem. O nascimento estava previsto para 11 de maio e eu ainda falava que seria um belo presente do dia das mães. Mal sabia o pesadelo que me aguardava.
No dia 12 (domingo, dia das mães) com 39 semanas e 5 dias dei entrada no hospital, pensando que me tornaria mãe naquele dia. comecei a sentir cólicas e comecei a perder o tampão mucoso, ela mexia dentro de mim e me deixava tranquila. Já teria uma consulta com meu médico naquele dia pois ele estaria de plantão no hospital a noite. Quando as contrações já estavam ritmadas de 5 em 5 minutos já era 15:00 e fomos para a maternidade com as malas, estava tão feliz pois para mim eu me tornaria mãe no dia das mães. Cheguei na maternidade e fui examinada, estava com 6 cm de dilatação, colo apagado e bebê ainda estava alto, o coraçãozinho batia a todo vapor, fui encaminhada para a sala de parto com meu marido. Liguei para minha doula e para minha mãe. A doula e minha chegaram e eu só pensava em poder pegar minha filha nos braços. Nos exames de escuta de coração que eram feitos de 15 em 15 minutos, tudo estava perfeito. Mas na ultima vez que tentaram ouvir não conseguiram. Fui levada imediatamente para a mesa de cirurgia, me deram a peridural (que não pegou) e tive que tomar a anestesia geral pois senti cortando minha pele, meu marido nem pode entrar comigo. Quando acordei tive a notícia que nenhuma mãe deveria receber na vida, "sua filha não sobreviveu", neste momento deixaram meu marido entrar, ele já estava aos prantos.Como assim minha filha tinha morrido? Mas estava tudo bem com ela há tão pouco tempo atrás... minha mãe tb entrou chorando e eu gritei: "Porque não fui eu meu Deus" e meu marido chorava e dizia que precisava de mim. Eu queria acordar daquele pesadelo, apenas isso, era tudo surreal, eu não estava em meu corpo, parecia que flutuava. Daí o médico perguntou se eu queria ver minha filha, a única reação que eu tive foi chorar. Naquela noite eu não dormir e nem na outra seguinte, fiquei 48 horas acordada e anestesiada, fora da realidade.
No dia seguinte vimos nossa filha, meu Deus como ela era linda, a minha cara (sem falsa modéstia). Minha mãe disse que era como me ver ao nascer. Que dor mais insuportável, pensei que não fosse aguentar de tanta dor. A abracei, beijei e me despedi dela. Depois meu marido foi cuidar dos trâmites do enterro enquanto eu fiquei no hospital sozinha sem conseguir me mexer direito por causa da cesárea. Admiro muito sua força, pois apesar de ser amparado por seus amigos e meus familiares, ele também estava sentindo a pior dor do mundo que é perder um filho. Meus sogros moram em outro estado e não puderam comparecer para ampará-lo pessoalmente. Ele foi muito corajoso e levou o cachãozinho para ser sepultado. Ainda bem que eu não fui não iria suportar tanta dor. Ficamos mais uma noite na maternidade eu e ele órfãos sem entender o que estava acontecendo, ouvindo bebês nascendo e chorando. Ao sairmos, não tínhamos nossa princesa conosco. Pior sofrimento eu jamais imaginei passar. Chegando em casa, novo calvário o quartinho montado só esperando por ela, meu peito latejando de leite e um grande vazio nos nossos corações. Ela se fora e com ela também se fora nossa alegria de viver, ficamos uma semana incomunicáveis. os amigos e parentes ligavam, mas não conseguíamos atender a ninguém. Meu marido voltou à rotina depois de uma semana e eu fiquei em casa sentindo as dores físicas que nem de longe se comparavam com as da alma. Hoje faz 40 dias que Sofia virou anjo e está com o Pai do céu, não está sendo fácil superar, peço a Deus todos os dias que acalente nossos corações que não permita nunca que nossa fé seja diminuída. Meu marido se faz de forte, mas quando me vê chorando chora muito comigo. Eu acredito mesmo que nada acontece se não for da vontade de Deus, e se Ele quis levar minha filha que assim seja. Sei que não há culpados, fora uma terrível fatalidade. Tinha que ser assim. Outro dia sonhei que eu ganhava uma outra menininha, isso encheu meu coração de esperanças.
Vou completar 7 anos de casada agora dia 01 de julho, mas de relacionamento já temos quase 13 anos. Começamos a namorar ainda adolescentes e sempre nutrimos o sonho de constituir uma linda família com muito amor e dedicação. Em agosto de 2012 decidimos que iríamos começar as tentativas, pois pensávamos que ainda iria demorar para acontecer, faríamos uma viagem à Europa em outubro e a ideia era engravidar por lá. Em agosto mesmo marquei uma consulta com uma GO, indicação de uma amiga e disse que queria fazer exames para já começar os treinos. Ela me examinou me passou uma bateria de exames entre eles uma ultrassom endovaginal.Qual não foi nossa surpresa quando em setembro descobrimos que já estávamos grávidos, foi aquela felicidade, ambas famílias comemoraram muito esta notícia. Na endovaginal que a própria GO fez, ainda não foi detectado a "possível" gravidez, então ela me passou o pedido para o Beta HCG pois eu só tinha feito o teste de farmácia .Fiz o exame e estava lá, mais que claro, eu estava sim gravida e na primeira tentativa, era uma benção, um presente de Deus. Começamos a fazer planos, meu marido ainda estava meio perdido, não estava tão envolvido quanto eu. Descobri a gravidez no dia 13 de setembro de 2012 e no dia 15 nos mudamos para o nosso tão sonhado apartamento. No dia 29 foi a formatura do meu marido e finalmente no principio de outubro fizemos a nossa linda viagem para Paris e Londres. Eu estava enjoando muito, mas isso não tirou o brilho do momento mágico que estávamos vivendo. 2012 foi o melhor ano de nossas vidas.Voltando da viagem com todas as coisas que haviamos comprado para nossa filha que ainda não sabíamos o sexo por isso compramos tudo unisex, já imaginávamos nossa família que estava começando com aquele serzinho que se desenvolvia dentro de mim. Em dezembro descobrimos que eu estava esperando uma princesa, já sabíamos o nome Sofia. O nome que sempre sonhei dar à minha futura filha. Todo o pré-natal foi perfeito, eu fazia hidroginástica e pilates e ainda caminhava quando dava. Às 24 semanas mudei de GO pois a minha não me passava segurança, comecei com um GO super conceituado e tudo corria maravilhosamente bem. Fiz meu chá de bebê com 30 semanas, Fiz álbum com o marido, estava radiante, todos só sabiam me elogiar pois eu me sentia realmente bem. O nascimento estava previsto para 11 de maio e eu ainda falava que seria um belo presente do dia das mães. Mal sabia o pesadelo que me aguardava.
No dia 12 (domingo, dia das mães) com 39 semanas e 5 dias dei entrada no hospital, pensando que me tornaria mãe naquele dia. comecei a sentir cólicas e comecei a perder o tampão mucoso, ela mexia dentro de mim e me deixava tranquila. Já teria uma consulta com meu médico naquele dia pois ele estaria de plantão no hospital a noite. Quando as contrações já estavam ritmadas de 5 em 5 minutos já era 15:00 e fomos para a maternidade com as malas, estava tão feliz pois para mim eu me tornaria mãe no dia das mães. Cheguei na maternidade e fui examinada, estava com 6 cm de dilatação, colo apagado e bebê ainda estava alto, o coraçãozinho batia a todo vapor, fui encaminhada para a sala de parto com meu marido. Liguei para minha doula e para minha mãe. A doula e minha chegaram e eu só pensava em poder pegar minha filha nos braços. Nos exames de escuta de coração que eram feitos de 15 em 15 minutos, tudo estava perfeito. Mas na ultima vez que tentaram ouvir não conseguiram. Fui levada imediatamente para a mesa de cirurgia, me deram a peridural (que não pegou) e tive que tomar a anestesia geral pois senti cortando minha pele, meu marido nem pode entrar comigo. Quando acordei tive a notícia que nenhuma mãe deveria receber na vida, "sua filha não sobreviveu", neste momento deixaram meu marido entrar, ele já estava aos prantos.Como assim minha filha tinha morrido? Mas estava tudo bem com ela há tão pouco tempo atrás... minha mãe tb entrou chorando e eu gritei: "Porque não fui eu meu Deus" e meu marido chorava e dizia que precisava de mim. Eu queria acordar daquele pesadelo, apenas isso, era tudo surreal, eu não estava em meu corpo, parecia que flutuava. Daí o médico perguntou se eu queria ver minha filha, a única reação que eu tive foi chorar. Naquela noite eu não dormir e nem na outra seguinte, fiquei 48 horas acordada e anestesiada, fora da realidade.
Sei que nunca poderei substituir Sofia, ela será sempre minha primeira filha, sempre falarei dela para os seus irmãos que Deus com fé me enviará, mas, preciso dar este amor que ficou preso dentro de mim para outro filho.
Filha, eu sempre te amarei, você estará sempre em meu coração mesmo que passem 1000 anos.
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